segunda-feira, 12 de agosto de 2013

6- Golem, O Destruidor

Quando tudo estava iluminado olhei para trás do altar e deixei o candelabro cair de susto. Uma criatura de pelo menos dois metros e meio estava prostrada de pé ali. Ela era inteiramente feita de um material amarelo-rosado. Argila pensei. Seus olhos eram tão ou mais vermelhos que meu Damn Eye. Havia uma coisa escrita em sua testa e ela bufava como um touro. Forcei rapidamente meus olhos e consegui distinguir a palavra em sua cabeça. Era uma escrita estranha que eu não entendia. Eram três letras juntas no meio da testa. Sem hesitar, puxei minha espada e golpeei-o rapidamente no braço direito, decepando-o. O monstro esperou um instante e então rugiu. Um som que fez todo o chão tremer. Ele esticou as mãos violentamente e me acertou, atirando-me em direção à porta aberta da igreja. Rolei na estrada de terra e me segurei na parede de uma casa de dois andares.
Enquanto limpava o sangue da boca o monstro começou a correr em minha direção, feroz como um leão. Estiquei a espada e um grosso fio de fogo irradiou em sua direção. No meio da fumaça o chão parou de tremer. Presumi que ele havia parado de correr. Mateipensei.
Logo retirei minhas suspeitas quando a criatura saiu do meio da fumaça inteiramente recomposta e destruiu a parede da casa de onde eu consegui fugir por um milésimo de segundo. Cortei sua cabeça e seu corpo se desfez, juntando-se depois a cabeça decepada. Ele esperou um minuto até estar totalmente recomposto e ergueu o punho cerrado. Bateu no chão com toda sua força e eu fui atirado ao telhado da casa às minhas costas. Uma cratera abriu-se no chão bem onde ele acertou.
O monstro me olhou com ódio no rosto e jogou-se contra a parede da casa que rapidamente cedeu e começou a desmoronar. Invoquei meu Fire Curse e incendiei meu corpo. Desci do telhado rapidamente num turbilhão de chamas. Quando ele se aproximou expandi o fogo em meu corpo e criei uma proteção de fogo a dois metros de distância de mim. Ele batia nas chamas que queimavam suas mãos, e estas por sua vez se recompunham novamente. Comecei a suar de preocupação quando ele conseguiu abrir uma brecha em minhas chamas.
Em um minuto eu estava fora de seu alcance e em outro ele golpeou-me violentamente e fui jogado contra uma janela da igreja. O vidro estilhaçou-se e rolei umas duas vezes antes de bater no altar. Logo notei que havia deixado minha espada cair ao lado da janela. Não tive tempo para pensar, pois o monstro invadiu a igreja e atirou uma das portas contra mim. Abaixei-me rapidamente e o objeto destruiu todas as imagens de gesso atrás do altar. Uma ideia veio à minha cabeça e juntei o candelabro que havia deixado cair ali antes. Coloquei-o sobre o altar e acendi todas as sete velas novamente. A criatura arrancara a outra porta e corria com ela na mão quando rolei e passei por baixo de suas pernas. Agarrei a espada ao lado da janela e rugi tão forte quanto um leão. As chamas do candelabro expandiram-se e tomaram conta da criatura que se debatia como um peixe fora d’água.

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